Autoconhecimento

Você sabe o que te faz feliz?

Renata Lapetina
Escrito por Renata Lapetina em 10 de novembro de 2015
Você sabe o que te faz feliz?

Como você definiria a felicidade?

Felicidade é uma palavra muito subjetiva. Assim como os motivos pelos quais cada um experimenta este sentimento. Para você, felicidade pode ser viajar o mundo. Ou comprar um carro. Ou passear com seu cachorro. Ou tudo isso.

Nesse vídeo são apresentados resultados de estudos que analisaram o que deixa as pessoas felizes. O vídeo está em inglês, então segue a tradução logo abaixo.

“Você sabe o que te faz feliz?

Para a maioria, as coisas que você acha que te fazem feliz não são, na verdade, as coisas te fazem feliz realmente. Diversos cientistas comportamentais mergulharam nos dados, examinando a felicidade empiricamente, atribuindo métricas a ela e medindo quando, porquê e como ela aumenta ou diminui. Mas há algumas perguntas importantes que ainda não foram respondidas. Que fatores nos levam a dizer: eu me sinto feliz? E esses fatores são fixos? Ou eles podem ser mudados? As respostas para essas perguntas são importantes pois mostram porque nosso entendimento do que nos deixa felizes é tão frequentemente errado e porque fazemos as escolhas que fazemos.

As escolhas, afinal, são comumente motivadas pelo nosso desejo de otimizar a felicidade. Eu (Jennifer Aaker) venho trabalhando com Cassie Mogilner e Sep Kamvar para examinar essas questões. Em um dos nossos primeiros estudos, nós analisamos posts de blogs pessoais, que de certa forma são os diários da era digital. Pesquisamos posts procurando relações entre menções à felicidade e outras palavras descrevendo outros estados emocionais. Quando vimos os resultados, comparados à quantidade de todos os bloggers, nós descobrimos tendências universais. O significado de felicidade parece mudar de forma sistemática a cada 5 ou 10 anos, marcando um conjunto de capítulos que contam a história emocional das nossas vidas.

Nossa história começa com o capítulo DESCOBERTA, quando estamos procurando por nossos objetivos, sem ter certeza de quais são. Na nossa adolescência, relatamos nos sentir isolados, pouco apreciados, às vezes não amados, constantemente em dúvida. Quando a felicidade é sentida, é experimentada como entusiasmo, uma forma como ela pode se manifestar.

Aos vinte e poucos anos, a história da nossa vida se desloca para a BUSCA, tendo identificado nossos objetivos, nós saímos para conquistar o mundo. A felicidade é sentida quando nos sentimos bem sucedidos e capazes, especialmente quando isso é validado aos olhos de outros.

No final dos vinte anos e começo dos trinta, ambição e desejo de sucesso continuam altos, mas felicidade passa a ser mais associada a EQUILÍBRIO. Nós falamos sobre ter filhos, ter uma família e mesmo sobre nossos níveis de energia e corpos, talvez porque é a primeira vez que eles começam a decair.

No final dos trinta e durante os quarenta, a felicidade fica conectada a um senso crescente de SIGNIFICADO, que vem com a criação de uma família, um senso de espiritualidade e comunidade e a percepção do impacto que podemos ter no mundo.

É em torno desse período que o capítulo muda para temas de APRECIAÇÃO, quando a felicidade está ligada a sentir-se satisfeito e conectado, quando apreciamos o que conquistamos e o que temos. Esse sentimento de gratidão apenas cresce nos nossos cinquenta e sessenta anos, quando a felicidade se torna cada vez mais associada a nos sentirmos calmos, sortudos e abençoados.

No entanto, o que é importante é que esses capítulos não estão gravados em pedra, nós podemos reescrever ou, no mínimo, edita-los.

Em um estudo nós pedimos para adultos mais jovens e mais velhos para ouvirem duas versões bem diferentes da mesma música, uma agitada e uma calma. Como nós prevíamos, adultos mais jovens ficaram mais felizes após ouvir a música agitada, ao passo que o oposto também era verdade para os adultos mais velhos. Então, nós testamos se podíamos mudar a mentalidade das pessoas, fazendo os adultos mais velhos pensarem como os mais novos e vice versa.

Assim, nós fizemos um pequeno grupo dos adultos mais velhos passar alguns minutos na mentalidade dos mais jovens, pedindo a eles que pensassem em seu futuro. Ao fim, os adultos mais velhos que passaram tempo contemplando o futuro se sentiram mais felizes ao ouvir a música agitada. E, similarmente, nós pudemos colocar os adultos mais jovens dentro de uma mentalidade mais velha fazendo com que meditassem sobre o presente. Adultos mais jovens, que passaram alguns minutos respirando fundo, focados no presente, começaram a associar felicidade com paz. Essa pesquisa sugere que nossa mentalidade é ainda mais forte que a idade, quando o assunto é determinar como sentimos a felicidade verdadeiramente.

Sob esta perspectiva, nosso significado pessoal de felicidade é constantemente formado e remodelado por pequenas escolhas que fazemos todos os dias. Muito do nosso tempo e energia é gasto tentando chegar ao ponto em que podemos simplesmente dizer: Eu estou feliz.

Ao entender melhor esses capítulos, podemos entender melhor a resposta para as questões: O que nos faz feliz? e Por que fazemos as escolhas que fazemos? E sabendo como nos ajustar ou reescrever os capítulos, podemos nos tornar mais ativos na nossa própria história de vida.”

Podemos ser felizes através da descoberta, da busca, do equilíbrio, do significado e da apreciação. A ordem dos “capítulos” não é essencial, o que importa é sabermos que a nossa mentalidade influencia na felicidade e que podemos ser sujeitos ativos na criação e manutenção de uma vida feliz.

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