Vestibular, o paradoxo da escolha e o autoconhecimento

AVISO: Se você é daquelas pessoas que sempre soube o que “iria ser quando crescer”, este texto definitivamente não é para você.

Na minha opinião, o vestibular é um dos momentos mais difíceis pelo qual os jovens brasileiros precisam passar. Falo por experiência própria. E falo de jovens do Brasil pois sei que em outros países a dinâmica é um pouco diferente. Sem contar a maratona de provas, que cobram conteúdos e fórmulas decoradas – situação que vem mudando com a aceitação de algumas faculdades do ENEM como processo seletivo – a pior parte é a pressão de escolha que é colocada sobre esses jovens. Nunca fui uma pessoa muito decidida, sempre me questionei muito, pensei e repensei os caminhos que deveria tomar. Por isso, a época da escolha da faculdade foi uma das mais angustiantes da minha vida. Lembro que peguei o livro de inscrição da USP e li, uma por uma, as profissões e cursos que nele constavam. E conseguia me ver fazendo vários desses cursos, achava a maioria deles muito interessante.

Antigamente, as opções não eram muitas: Direito, Administração, Pedagogia, Medicina e, quem não queria seguir as carreiras mais tradicionais, poderia seguir carreira artística. Hoje em dia, diferente da época dos nossos pais e avós, existe uma infinidade de profissões que podemos seguir. Isso faz com que esta decisão importantíssima na vida de uma pessoa, torne-se ainda mais complicada. Na tarde em que li todas as opções de cursos da USP, a confusão que sentia só ficou maior e sei que, atualmente, a oferta só aumenta. A internet, novas formas de trabalho que vem surgindo, novas tecnologias, fazem com que muitas profissões do futuro nem existam ainda, pois surgirão de acordo com necessidades que ainda não temos.

Desta forma, acabamos caindo no que Barry Schwartz chama de “paradoxo da escolha”. Este conceito pode ser aplicado em diversas situações da vida moderna, como ir a uma loja de eletrônicos, mas irei utiliza-lo na escolha de uma profissão. De acordo com Schwartz, temos tantas opções que acabamos paralisados e não conseguimos fazer nenhuma escolha, não conseguimos decidir o que é melhor entre tantas possibilidades. E, pior, quando nos libertamos desta paralisia e finalmente escolhemos, ficamos angustiados com a escolha que fizemos. Imaginamos que poderíamos ter feito uma escolha melhor e não aproveitamos os resultados do que plantamos, ficamos sempre pensando que, se as coisas tivessem ocorrido de outra forma, poderíamos estar mais felizes. Além disso, quanto mais opções temos, maior a nossa expectativa de encontrar a profissão perfeita, o que acaba não ocorrendo e aumentando a frustração. Assim, não encontramos satisfação nas nossas escolhas.

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Em um dos muitos cursos dos quais já participei, acabei conhecendo o projeto Moporã, e os seus criadores, que foram os responsáveis por me apresentar à teoria de Barry, me mostraram que existe sim uma saída para este paradoxo. E ela é o autoconhecimento. Se você entende o que te move, quais são suas paixões, seus pontos fortes, seus talentos e o estilo de vida que quer ter, fica muito mais fácil fazer estas necessárias escolhas. Você entende que existem outros caminhos, mas sabe que está no melhor deles, pois sua escolha foi consciente e levou em consideração o que você estará ganhando e o que estará perdendo seguindo este caminho.

Por isso, acredito que seja essencial que os jovens em idade de escolher suas profissões tenham acesso a ferramentas de autoconhecimento e coaching. Pois a escola e os cursinhos pré-vestibular não nos preparam para este paradoxo da escolha, que é uma realidade em nosso mundo. O autoconhecimento é imprescindível para diminuir a angústia neste momento de decisão. Eu senti muita falta destas ferramentas e desta reflexão quando foi minha vez de escolher, o que acabou gerando anos de frustração e sofrimento. Por isso, creio que é necessário apresentar este conhecimento para os jovens, para que no futuro sejam adultos conscientes de suas escolhas, felizes, independentes e que vivam o seu propósito da melhor forma possível.

PS: Se você quiser entender sobre o paradoxo da escolha mais detalhadamente, assista o TED Talk de Barry Schwartz aqui!

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