Autoconhecimento

As 6 maneiras que nunca te contaram sobre como você faz escolhas

Renata Lapetina
Escrito por Renata Lapetina em 20 de outubro de 2015
As 6 maneiras que nunca te contaram sobre como você faz escolhas

Decidimos a todo momento. Algumas decisões são simples, como o que vamos comer no almoço, outras são mais complexas, como se resolvemos casar ou comprar uma bicicleta. Se você quer saber quais são os fatores que influenciam suas decisões, continue lendo este texto.

Antes de tomar suas decisões, os seres humanos passam por 4 processos: o recolhimento de dados, processamento das informações, a atribuição de sentido e a tomada de decisão em si.

Na fase do recolhimento de dados, captamos informações através dos nossos olhos, ouvidos, nariz, boca e pele. Elas são processadas no nosso cérebro e as sensações que foram captadas tomam forma. Ao chegar ao cérebro, buscamos entender essas informações procurando padrões similares na memória e atribuindo sentido àquela informação através da lógica. A partir daí, chegamos ao estágio de tomar a decisão em si e nossa reação pode ser por instinto, baseada nas nossas crenças inconscientes, nas crenças conscientes, nos nossos valores, na intuição ou na inspiração. Segundo Richard Barrett, estudioso, autor e pesquisador, estas 6 últimas reações são as formas como tomamos todas as decisões em nossas vidas.

Vamos entender em detalhes como cada uma delas funciona:

1 – Decisão baseada nos instintos

As respostas que temos neste tipo de tomada de decisão são baseadas no nosso DNA, associadas a questões de sobrevivência. Esse tipo de decisão nos ajuda a evitar situações perigosas. Neste caso, a ação vem antes do pensamento, não há tempo entre a atribuição de sentido e a decisão de agir, não estamos no controle da situação. As decisões são baseadas em experiências passadas, na evolução da espécie humana.

Por exemplo, bebês sabem que devem chorar para conseguir o que querem, seja comida, seja chamar atenção para alguma dor. Ninguém os ensina a fazer isso. Eles simplesmente fazem pois está em seu DNA.

2 – Decisão baseada em crenças inconscientes

Neste caso, também reagimos sem refletir. Mas, ao invés de agirmos de acordo com a história da nossa espécie, reagimos de acordo com nossa história individual, que normalmente está acompanhada de uma carga emocional. Da mesma forma, a ação acontece antes da reflexão, mas o que vale aqui é o que nos foi ensinado em nossas experiências passadas. Não estamos no controle de nossas ações e comportamentos e não consultamos ninguém sobre a decisão, ela é extremamente pessoal, baseada na experiência.

Devemos tomar cuidado pois, neste caso, os nossos medos inconscientes podem dominar a tomada de decisão. Uma situação atual está se conectando com a memória de uma situação passada na qual você não teve suas necessidades atendidas, o que pode gerar impaciência, frustração ou raiva e sua decisão acaba sendo baseada no medo de não ter suas necessidades atendidas novamente.

como tomar boas decisões

3 – Decisão baseada em crenças conscientes

Para tomar decisões consideradas racionais, precisamos deixar para trás nossas crenças inconscientes, pausar e refletir antes de agir fundamentados nelas. Essa pausa é importante para usar a lógica para entender o que está acontecendo e buscar outras opiniões e discutir sobre a decisão que melhor irá suprir nossas necessidades. Neste caso, o pensamento vem antes da ação e a decisão é tomada baseada no que achamos que sabemos através de nossas experiências na infância e na vida adulta. Estamos no controle de nossas ações e comportamentos.

Nesse tipo de tomada de decisão, assim como a baseada em crenças inconscientes, tomamos decisões que afetam o futuro apoiados no passado (crenças sobre o que achamos que sabemos). Por conta disso, acabamos criando um futuro não muito diferente do nosso passado.

4 – Decisão baseada em valores

A transição de uma tomada de decisão baseada em crenças conscientes para uma fundada em valores não é fácil. É preciso examinar nossas crenças, tanto conscientes quanto inconscientes, que são relativas a como fomos criados e ao nosso ambiente social e cultural, e desapegar daquelas que não nos servem mais. Fazendo isso, podemos nos conectar com nossos valores, profundos e pessoais, para que nos guiem em nossas decisões. Desta forma, elas vão refletir o que realmente é importante para nós e criarão um futuro conectado com quem somos. Levar nossos valores em consideração é a melhor forma para tomarmos decisões críticas, pois não estaremos decidindo a partir de experiências passadas e sim pensando no futuro que queremos criar.

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5 – Decisão baseada na intuição

As decisões intuitivas se baseiam no presente, completamente, sem julgamentos. Assim podemos nos conectar com a intuição e ela nos mostra o que precisamos. Nossa mente fica vazia, pois os pensamentos, crenças e necessidades são suspensos momentaneamente. Barrett afirma que para transitar de decisões baseadas em valores para aquelas baseadas na intuição é necessário tempo e aprofundamento da nossa conexão com a alma, o que nos permite acessar uma inteligência mais profunda. Neste caso, o consciente e o inconsciente não procuram sentido e não focamos nem no passado e nem no futuro.

6 – Decisão baseada na inspiração

A inspiração é algo muito pessoal, um pensamento que fica martelando e não vai embora. Ela existe para nos ajudar a cumprir o nosso propósito. Se você fica tendo um pensamento que persiste sobre uma ação ou direção que precisa tomar e não faz nada em relação a isso, surgem consequências emocionais, como tristeza ou depressão. Assim, as principais características da decisão baseada na inspiração são os pensamentos que parecem surgir do nada. Eles são persistentes, existe uma ação que precisa ser executada e, caso isso não ocorra, há consequências emocionais. Este é o tipo mais complexo de tomada de decisão, pois exige uma profunda conexão consigo mesmo e o desprendimento de crenças sobre experiências passadas e ambiente social e cultural.

inspiração

As decisões baseadas em instintos, crenças inconscientes e conscientes foram e ainda são muito importantes para nosso desenvolvimento, como espécie e como indivíduos. Elas podem e devem prevalecer em certas situações e momentos de vida. Mas o ideal é que você sempre busque desenvolver a tomada de decisão baseada nos valores, na intuição e na inspiração para decisões importantes e que moldarão seu futuro. Estas são as melhores decisões que tomamos porque estão conectadas com a nossa essência e com o futuro que queremos criar.

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