Scott Dinsmore: Como encontrar e trabalhar com o que você ama

Scott Dinsmore foi um empreendedor cuja paixão era ajudar pessoas a descobrir qual o trabalho que amam fazer e como chegar lá. Infelizmente, ele acaba de falecer em um acidente. Mas, assim como certamente ele queria, deixou um legado maravilhoso para quem se sente perdido e procura encontrar qual o seu propósito de vida. Abaixo, transcrevi e traduzi para português uma fala dele no TEDx Talk em São Francisco, o vídeo tem mais de 2 milhões de visualizações. Leia agora a mensagem de Scott (o texto é longo, mas garanto que valhe a pena):

“Oito anos atrás, eu recebi o pior conselho de carreira da minha vida. Eu tinha um amigo, Tommy – “Scott, não se preocupe com o quanto você gosta do trabalho que está fazendo agora. Você apenas precisa melhorar o seu currículo”.

E eu tinha acabado de voltar de um tempo morando na Espanha, quando comecei a trabalhar em uma empresa da Fortune 500 e pensei “é fantástico – eu tenho este grande impacto no mundo” e muitas ideias. E, cerca de 2 meses depois, eu notei que, mais ou menos às 10 horas, toda manhã, eu tinha esse estranho impulso de bater minha cabeça no meu computador. Eu não sei se alguém já sentiu isso.

E eu percebi bem rápido depois disso que todos os competidores no mercado já tinham automatizado o papel que eu exercia naquela empresa. Foi aí que recebi o sábio conselho sobre melhorar meu currículo. Bem, enquanto eu tentava descobrir – o quê – quando pular fora e mudar as coisas, eu li um conselho diferente, do Warren Buffett, e ele dizia: “Aceitar trabalhos para melhorar seu currículo é o mesmo que guardar o sexo para quando for mais velho”. E eu ouvi isso e era tudo que eu precisava.

Dentro de 2 semanas, eu tinha saído de lá e eu saí com uma intenção: achar algo em que eu pudesse errar. Isso é o mais duro. Eu só queria ter algum tipo de impacto, não importava qual fosse e eu descobri bem rápido que eu não estava sozinho. Acontece que mais de 80% das pessoas ao meu redor não gostavam do seu trabalho. Eu acredito que nesta sala seja diferente, mas essa é a média na qual a Deloitte chegou com seus estudos.

insatisfação no trabalho

Então, eu quero descobrir o que divide as pessoas – aquelas que tem trabalhos apaixonantes e impactantes, acordam inspiradas todos os dias e aquelas – os outro 80% – que vivem uma vida de desespero silencioso.

Então eu comecei a entrevistar todas essas pessoas fazendo trabalhos inspiradores e eu li livros e estudos de caso e… 300 livros sobre propósito e carreira e tudo isso, imersão total, pela altruísta razão de que “eu queria encontrar o trabalho que eu não poderia não fazer”. Qual seria ele?

Mas enquanto eu estava fazendo isso, mais e mais pessoas começaram a me perguntar: “Scott, você está fazendo essa coisa de entrevistas… Eu não gosto do meu trabalho. Podemos sentar e almoçar?” Eu digo: “Claro, mas…” Eu tinha que avisa-los porque, neste ponto, minha taxa de demissão também era de 80%, das pessoas que conversavam comigo em almoços, 80% acabava pedindo demissão em 2 meses. Isso era algo… eu estava muito orgulhoso disso. E não era que eu tinha alguma mágica especial. Era que eu estava perguntando para as pessoas uma simples questão: Por que você está fazendo o que faz? E, muito frequentemente, a resposta era: Bem, por que alguém me disse que eu deveria.

Eu percebi que muitas pessoas ao nosso redor estão subindo esta escada que alguém disse para elas subirem e acabam contra a parede errada ou em parede nenhuma. Então quanto mais tempo eu passava com essas pessoas e queria resolver seu problema, eu pensava: E se eu criasse uma comunidade, um lugar ao qual as pessoas pudessem sentir que pertenciam e que fosse okay fazer as coisas de forma diferente, seguir a estrada menos viajada, onde isso fosse encorajado e inspirasse as pessoas a mudar. Isso acabou se transformando no Live Your Legend, que eu vou explicar um pouquinho.

Mas enquanto eu fazia essas descobertas eu notei 3 coisas simples que todas essas pessoas diferentes, apaixonadas em mudar o mundo têm em comum, sejam elas como Steve Jobs ou “só” o dono de uma padaria no fim da rua. Mas elas estão fazendo o trabalho que incorpora o que elas são.

Eu quero compartilhar essas 3 coisas com vocês. Nós podemos usa-las pelo resto do dia de hoje e, com sorte, para o resto de nossas vidas.

A primeira das 3 coisas que faz parte de fazer o que ama é: tornar-se um expert em si mesmo e entender-se. Porque, se você não sabe o que está procurando, você nunca vai encontrar. E ninguém vai fazer isso por nós. Não tem um matéria na faculdade sobre paixão e propósito e carreira. Eu não sei como isso não é obrigatório, mas não quero nem começar a falar sobre isso. Eu quero dizer, você passa mais tempo escolhendo a TV para o seu dormitório do que escolhendo um curso – uma área de estudo.

O ponto é, somos nós que temos que descobrir que precisamos disso, precisamos de um jeito de navegar por isso. E então o primeiro passo de nossa bússula é descobrir quais são nossos pontos fortes únicos.

Quais são as coisas que nós acordamos amando não importa o que aconteça, sejamos pagos ou não, as coisas que as pessoas nos agradecem por fazer. E “StrengthsFinder 2.0” é um livro e também uma ferramenta online. Altamente recomendado para descobrir no que somos naturalmente bons.

Em seguida, qual a nossa estrutura ou nossa hierarquia para tomar decisões? Você se importa com as pessoas, sua família, saúde? São as conquistas, sucesso, todas essas coisas diferentes? Nós temos que descobrir o que é para tomar essas decisões. Nós devemos saber o que tem na nossa alma, para que não a vendamos por qualquer valor.

E então o próximo passo são as nossas experiências. Nós sempre temos, todos nós tivemos essas experiências. Nós aprendemos coisas todos os dias, todos os minutos, sobre o que amamos, o que odiamos, no que somos bons, no que somos terríveis. Se não passarmos um tempo prestando atenção nisso e assimilando este aprendizado e aplicando em nossas vidas, nada valhe a pena.

Toda semana, todo mês ou todo ano, eu passo algum tempo apenas refletindo o que deu certo, o que deu errado, o que eu quero repetir, o que posso aplicar mais em minha vida? Mais do que isso. Quando você vir pessoas, especialmente hoje, que te inspiram, que estão fazendo coisas, você diz Oh! O que Jeff está fazendo… Eu quero ser como ele. Por que você está dizendo isso? Abra um caderno, escreva o que exatamente sobre essa pessoa te inspira. Não vai ser tudo da vida deles. O que quer que seja. Preste atenção.

bússula interna

Com o tempo, nós criamos um repositório de coisas que podemos aplicar em nossa vida e ter uma existência mais apaixonada e causar um melhor impacto. Quando começamos a ajustar e entender tudo isso, nós podemos definir o que é o sucesso e o que ele significa para nós. Sem estas diferentes partes da estrutura isso é impossível. Nós acabamos em uma situação onde temos aquela vida roteirizada que todos parecem estar vivendo, subindo aquela escada para lugar nenhum. É mais ou menos como o filme Wall Street 2, se alguém viu aquele empregado que pergunta para o grande banqueiro de Wall Street – Qual o seu número? Todos tem um número, eles conseguem esse dinheiro e largam tudo. – Simples. Mais!, ele sorri. É um estado triste, da maioria das pessoas que não passaram tempo entendendo o que realmente importa para eles. Continuam buscando por algo que não significa nada. Fazendo isso porque alguém disse que é o que deveriam fazer.

Mas, uma vez que entendemos essa estrutura, podemos começar a identificar coisas que nos fazem sentir vivos. Agora, antes disso, uma paixão pode vir e te atingir. Mas uma vez que você consiga identifica-las, você pode sistematicamente crescer com suas forças, seus valores, quem você é. Então você vai agarrar, vai fazer algo com isso. E vai perseguir isso e tentar e causar impacto.

Live Your Legend e o grupo que construímos não existiria se eu não tivesse essa bússula para identificar Uau isso é algo que eu quero perseguir e com isso fazer a diferença. Se nós não sabemos o que estamos procurando, nós nunca vamos acha-lo. Mas, uma vez que temos esta estrutura, esta bússula, aí nós seguimos em frente. Fazer o impossível e ultrapassar nossos limites… porque há 2 razões para as pessoas não fazerem coisas: uma é porque elas dizem pra elas mesmas que não podem e a outra é porque as pessoas ao redor delas dizem que elas não podem. De qualquer forma, nós começamos a acreditar nisso. Ou nós desistimos ou nunca nem começamos.

Tudo era impossível até alguém faze-lo. Todas as invenções, cada coisa nova no mundo, as pessoas acharam loucura no começo. Roger Bannister com uma milha em 4 minutos, era fisicamente impossível quebrar o recorde de uma milha em 4 minutos em uma corrida. Então Roger Bannister foi lá e fez.

Agora, o que aconteceu, 2 meses depois, umas 16 pessoas quebraram a barreira de uma milha em 4 minutos. As coisas que temos em nossa cabeça que pensamos ser impossíveis, frequentemente são apenas marcos esperando para ser conquistados se pudermos ultrapassar um pouco aqueles limites. Eu acho que isso começa com o seu corpo físico e a boa forma mais que qualquer coisa quando conseguimos controlar. Você mostra para você mesmo, você não acha que pode correr uma milha, você se mostra que pode correr uma ou duas milhas como um maratonista, perder 5 quilos, o que quer que seja… você percebe que isso pode ser transferido, que aqueles pedaços de confiança podem ser transferidos para o resto do seu mundo.

Na verdade, eu adquiri um pouco deste hábito. Com meus amigos, nós temos um pequeno grupo, nós meio que buscamos aventuras físicas. Recentemente, eu me encontrei em uma situação precária. Eu tenho terror de águas profundas. Eu não sei se alguém já teve este mesmo medo desde que assistiu Tubarão 1, 2, 3, 4, umas 6 vezes, quando eu era criança, mas qualquer água acima daqui, se for escura… Eu consigo sentir agora… Eu juro que tem algo ali. Mesmo que seja um lago, água fresca… Medo totalmente infundado, ridículo, mas está lá.

De qualquer maneira, 3 anos atrás eu estava em um rebocador, aqui na Baía de São Francisco. Era um dia chuvoso, tempestuoso, de vento e as pessoas estavam ficando enjoadas no barco e eu sentado lá, vestindo meu neoprene. E eu estava olhando pela janela, aterrorizado, e pensando sobre nadar para o meu pai e tentar nadar pela Golden Gate. Eu acho que algumas pessoas nessa sala já devem ter feito isso. Eu estava sentado lá e meu amigo Jonathan me convencendo a fazer isso. Ele viu o estado que eu estava e disse: “Scott, cara, o que de pior pode acontecer? Você está vestindo o neoprene, você não vai afundar e, se você não conseguir, é só subir em um dos 20 caiaques. E mais, se houver um ataque de tubarão, por que ele vai te escolher entre 80 pessoas que estão na água?” – “Obrigada, isso ajuda.” – “Sério… Apenas se divirta”, ele disse, “Boa sorte”. Mergulhou e saiu nadando. Okay. No final das contas aquela conversa funcionou totalmente e eu senti um total sentimento de calma.

Eu acho que foi porque o Jonathan tinha 13 anos de idade. E, das 80 pessoas nadando aquele dia, 65 tinham idades entre 9 e 13 anos. Pense por um segundo como você iria enxergar seu mundo de forma diferente se com 9 anos você descobrisse que podia nadar 1,5 milha em uma temperatura de 13º graus em São Francisco. Para que você diria sim? Do que você não desistiria? O que teria tentado?  

Quando estava terminando de nadar, eu cheguei ao parque aquático e saindo da água e, claro, metade das crianças já tinha terminado, então eles estavam torcendo pra mim e todos empolgados. Se alguém já nadou na Baía… E estou tentando só… Saí da água e fiquei olhando as pessoas terminarem. E eu vi esse garoto e algo não parecia certo. Ele estava apenas se debatendo assim e ele quase não pegava ar antes de bater a cabeça na água de novo. E eu percebi que outros pais também estavam observando e jurava que eles estavam pensando a mesma coisa que eu: Esse é o motivo porque não se deve deixar um criança de 9 anos nadar do Alcatraz. Quero dizer, aquilo não era fadiga. Dois pais correram e pegaram o menino e o colocaram nos seus ombros e o carregaram assim… E eu quero dizer, totalmente mole… E, do nada, eles andaram e o arrastaram até a sua cadeira de rodas. E ele levantou o braço na mais insana demonstração de vitória que eu já vi. Eu podia sentir o calor e a energia desse cara quando ele conseguiu sua realização. Eu o tinha visto mais cedo em sua cadeira de rodas naquele dia, não tinha ideia de que ele iria nadar.

superando desafios

Aonde ele vai estar em 20 anos? Quantas pessoas disseram para ele que não conseguiria, que ele morreria se tentasse? Ele provou que estavam errados, você prova que você mesmo está errado, que pode ter essas pequenas vitórias em relação ao que acredita ser possível pra você. Você não precisa ser o maratonista mais rápido… só a sua própria impossibilidade… de realizar aquilo. São como passos de tartaruga e a melhor maneira de fazer isso é se cercando de pessoas apaixonadas. O jeito mais rápido de fazer coisas que você acha que não podem ser feitas, é apenas se cercar de pessoas que já estão fazendo. Tem um citação do Jim Rohn e ele diz: “Você é a média das 5 pessoas com as quais passa mais tempo.” Não existe um life hack maior na história do mundo para sair de onde você está hoje e chegar aonde quer chegar do que as pessoas que você escolhe para estar com você. Elas mudam tudo e isso é um fato comprovado.

Em 1898, Norman Triplett  realizou um estudo com alguns ciclistas. Ele mediu quantas voltas eles davam na pista, em grupo e também individualmente. E ele descobriu que, todas as vezes que o ciclista estava em grupo, ele ia mais rápido. Isso foi repetido em todo tipo de coisas da vida desde então e o resultado é sempre o mesmo: As pessoas ao seu redor importam e o ambiente é tudo. Mas é você quem deve controlar isso, pois isso ocorre tanto para o bem, quanto para o mal.  

Com esses 80% de pessoas que não gostam dos trabalhos que têm, isso significa que a maioria das pessoas ao nosso redor, não nesta sala, mas em todos os outros lugares, estão encorajando a complacência e nos impedindo de perseguir as coisas que importam para nós. Nós temos que administrar este ambiente. Eu me encontrei nessa situação – exemplo pessoal – talvez um ou dois anos atrás. Você já teve um hobby ou uma paixão na qual coloca todo seu coração e sua alma? Uma quantidade de tempo inacreditável e você tem vontade de chamar isso de um negócio? Mas ninguém está prestando atenção e não gera um centavo? Okay… Eu estive nessa situação por 4 anos, tentando construir este movimento Live Your Legend para ajudar as pessoas a trabalhar com o que elas se importam e inspira-las.

Eu estava fazendo tudo que podia e havia apenas 3 pessoas prestando atenção e elas estão todas ali: minha mãe, meu pai e minha esposa Chelsea. Obrigada pelo apoio! E o negócio cresceu 0% por 4 anos e eu estava quase desistindo. E, nesta época, eu me mudei para São Francisco e comecei a conhecer algumas pessoas muito interessantes com estilos de vida loucos, que tinham negócios e websites e blogs que tinham a ver com suas paixões e com ajudar as pessoas de forma significativa.

Um dos meus amigos, ele sustenta uma família de 8 pessoas com um blog, que ele escreve duas vezes por semana. Ele acaba de voltar de um mês na Europa, todos juntos. Isso me deixou alucinado, como isso pode existir? E eu fiquei incrivelmente inspirado depois de ver isso. E, ao invés de desistir, eu decidi levar a sério.

Eu fiz tudo que pude para passar meu tempo em volta, todo momento possível tentando, desses caras, saindo, tomando cervejas e fazendo exercícios… O que quer que fosse. Depois de 4 anos de crescimento zero, em 6 meses andando com essas pessoas, a comunidade Live Your Legend cresceu 10 vezes. E em outros 12 meses, cresceu 160 vezes. E hoje, mais de 30.000 pessoas de 158 países usam nossas ferramentas de carreira e conexão mensalmente. E essas pessoas criaram a comunidade de gente apaixonada que inspira aquela possibilidade que eles sonharam de viver suas sagas (Live Your Legend) há tantos anos.

As pessoas mudam tudo. E aqui está o porquê… note o que estava acontecendo – por 4 anos, eu não conhecia ninguém nessa área. E eu nem sabia que eles existiam… que pessoas podiam fazer essas coisas. Você pode ter um movimento como esse. E aí, do nada, eu estou em São Francisco e todo mundo ao meu redor está fazendo isso. Tornou-se normal.

Então meu pensamento foi de como eu posso fazer isso? para como eu posso não fazer? Ali, quando isso acontece, aquela mudança na sua cabeça se espalha por todo o seu mundo. Sem nem tentar, seus padrões vão daqui para cá. Você não precisa mudar suas metas nem nada disso, você só precisa mudar seu ambiente. É isso. E é por isso que eu amo estar ao redor desse grupo de pessoas, por isso que vou para todo evento TED que eu posso, assisto no meu iPad no caminho do trabalho, aonde for, porque este é o grupo de pessoas que inspira possibilidade. Nós temos um dia todo para estar juntos e muito mais.

Algo acontece no sentido de… esses 3 pilares: Todos tem uma coisa em comum, mais do que tudo, eles estão 100% sob nosso controle. Ninguém pode te dizer que você não pode aprender sobre si mesmo. Ninguém pode te dizer que você não pode ultrapassar seus limites e aprender com o seu próprio impossível e superar isso. Ninguém pode te dizer que você não pode se cercar de pessoas inspiradoras ou se afastar das pessoas que te colocam pra baixo.

superar desafios

Você não pode controlar a recessão, não pode controlar ser demitido ou sofrer um acidente de carro… a maioria das coisas estão totalmente fora do nosso controle. Essas 3 coisas são totalmente nossas. E elas podem mudar nosso mundo todo se decidirmos fazer algo com isso. Isso está começando a acontecer e se espalhar em um nível, eu acabei de ler na Forbes: o governo americano reportou que, pela primeira vez, em um mês, mais pessoas pediram demissão do que pessoas foram demitidas. Eu pensei que fosse uma anormalidade mas aconteceu por 3 meses seguidos. Em um tempo em que as pessoas reivindicam esse tipo de ambiente duro, muitos estão mostrando o dedo do meio para essa vida roteirizada, para as coisas que dizem que você deveria fazer em troca das coisas que importam para elas, e fazendo o que os inspira.

E o importante é as pessoas despertarem para a possibilidade que realmente a única coisa que limita a possibilidade agora é a imaginação. Isso não é mais cliché. Eu não ligo o que você gosta, qual paixão, qual hobby, se você gosta de algo, você pode encontrar alguém que está mandando muito bem nisso e aprender com essa pessoa. É louco. E é sobre isso que é esse dia, aprender das pessoas que vem falar e viver sua saga (Live Your Legend) todos os dias. Porque isso mostra que, quando pessoas normais podem fazer coisas extraordinárias, nós podemos estar por perto, isso se torna normal.

Não é sobre ser Gandhi ou Steve Jobs ou algo louco. É sobre fazer algo que importa para VOCÊ e causa o impacto que só você pode causar. Já que falamos de Gandhi, ele era um advogado em recuperação, como já ouvi esse termo. E ele foi chamado para uma causa maior. Algo importava para ele, ele não podia não fazer isso. E ele tem essa frase que eu acredito e vivo absolutamente: Primeiro eles te ignoram, depois riem de você, depois brigam com você, aí você ganha.

Tudo era impossível até alguém faze-lo. Você pode se rodear das pessoas que te dizem que não pode ser feito e dizem que você é burro por tentar ou das pessoas que inspiram possibilidades, as pessoas que estão nesta sala.  Porque eu vejo como nossa responsabilidade mostrar para o mundo que o que era visto como impossível, pode se tornar aquele novo normal. Isso já está começando a acontecer.

Primeiro, faça as coisas que te inspiram, para poder inspirar outras pessoas a fazer as coisas que as inspiram. Mas nós não conseguimos achar essas coisas a não ser que saibamos pelo que estamos procurando. Nós temos que trabalhar em nós mesmos, intencionalmente, fazer estas descobertas. Porque eu imagino um mundo onde 80% das pessoas amam o trabalho que fazem. Como seria esse mundo? Como seriam as inovações? Como você trataria as pessoas ao seu redor? As coisas começariam a mudar.

Para terminar, eu só tenho uma pergunta para vocês, e é a única pergunta que importa. Qual é o trabalho que você não pode não fazer? Descubra qual é, viva isso, não apenas para você, mas para todos à sua volta. Porque é isso que começa a mudar o mundo. Qual o trabalho que você não pode não fazer?

Obrigado, pessoal.”

>>Live Your Legend<<

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